DIVUTEC apoia mais de 700 mulheres de agrupamentos de base em Bafatá e Xitole

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A DIVUTEC em parceria com o Programa Descentralizado de Segurança Alimentar (PDSA), iniciou desde Setembro de 2010 o Projecto de Apoio a Valorização dos perímetros agricolas de Campossa e melhoria das condições de extração de óleo de palma na região de Bafatá, nos sectores de Xitole e Bafatá.

Actualmente, mais de 400 mulheres da Associação Campossa e 310 mulheres de 8 agrupamentos de base do sector de Xitole receberam apoio do projecto em equipamentos e reforço de capacidades Por exemplo, no sector de Xitole, 8 agrupamentos femininos produtoras de óleo de palma beneficiaram de 10 prensas, as quais instaladas em diferentes comunidades.

Estas prensas melhoraram significativamente as actividades de extracção de óleo de palma, reduzindo o sacrifício das mulheres e aumentou o rendimento económico das mesmas. Aliás, foi isso que a reportagem da equipa de comunicação da DIVUTEC apurou junto das beneficiárias.

Antes da existência destas prensas, as mulheres dispendiam muito esforço na actividade de extracção, obtendo poucos lucros, o que agora melhorou significativamente.

Cadjato Baldé membro da Associação “Iri Nana” de Cambesse disse que elas se sentem orgulhosas com a colaboração que mantém com a DIVUTEC, sublinhando que esta ONG  está a fazer bom trabalho no sector de Xitole, que além de reforçar o rendimento económico das comunidades, reforça a coesão interna, sobretudo no seio das mulheres.

De acordo com Cadjato Baldé, as mulheres sacrificam muito durante a actividade de extração de óleo de palma. “Mas, com essas prensas agora estamos sentir mais aliviadas e geramos mais lucros.” Fazendo uma comparação em termos de produtividade, ela disse que antes destas prensas, só conseguia produzir 15 litros por dia e hoje com estas prensas conseguem  produzir mais de 20 litros diário.

A grande dificuldade continua a ser a falta do meio de transporte de nozes de chabéu de mata para casa.

Esta beneficiária aproveitou a ocasião para apelar a DIVUTEC no sentido de continuar com  sua acção e apoio  aos agrupamentos a nível do sector, porque os resultados estão bem evidentes. “Crescemos social e economicamente, tornamos mais coesos e a nossa emancipação é cada vez mais evidente”.

 Declaração do FDL de Sector

 Entervistado pela equipa do DDCI, o Facilitador de Desenvolvimento Local, responsável pelo sector de Xitole, Mamadu Adama Baldé falou do papel de um animador que consiste em apoiar e assistir as comunidades na implementação das suas actividades no quadro do projecto.

Falando da filosofia do projecto, disse que inicialmente foi acordado com os agrupamentos a estipulação de uma taxa sobre o uso das prensas que era de 1 litro de óleo de palma por cada tanqui de chabéu extraído. Mas,  este acordo não foi cumprido pelos agrupamentos, que passaram a pagar ½ litro por cada tanqui de chabéu extraído. Uma decisão segundo ele unilateral sem prévia comunicação com a equipa do projecto ou mesmo ao animador responsável pelo sector.

Uma situação que o FDL disse motivar uma reunião com os responsáveis dos agrupamentos para saber a razão que está por de trás deste incumprimento do acordo.

O animador do projecto disse que o fundo gerado a partir desta contribuição é destinado a manutenção dos equipamentos para garantir a sustentabilidade dos mesmos. Pois, o refrido fundo é gerido pelo comité de gestão de cada agrupamento.

 Em CAMPOSSA

 Com a Associação Camposa, o projecto  apoiou com 2 motobombas, 2 máquinas descascadora de arroz, semente e adubos,  visando reforçar a capacidade produtiva desta associação, através do aumento de perímetro irrigados.

Em conversa mantida com a tesoureira da Associação Camposa, Ana Paula realçou a importancia  da parceria com a DIVUTEC no ambito do PDSA,  que premitiu a associação beneficiar desse apoio. Esses equipamentos vão reforçar a capacidade produtiva e consequente o aumento de rendimento da associação. Explicou que dantes a Associação trabalhava mais com uma certa dificuldade por falta de factores de produção, mas com esse apoio recebido, essa dificuldade está a ser superada progressivamente.

Contudo, solicitou mais apoio da DIVUTEC e dos seus parceiros no sentido de apoiá-las com mais meios como por exemplo tractor, ceferas entre outros.

Para a sustentabilidade dos equipamentos concedido pelo projecto,  a tesoureira da associação disse que cada associado paga uma quota de  25.000 francos por campanha, fundo este gerido pela Direcção da Associação.

Para o responsavel do escritorio regional de Bafatá, Anssumane Sissé o projecto visa atender as necessidades da população da região, particularmente aos membros da Associação Camposa.

Este responsavél falou das actividades desenvolvidas no quadro do projecto, nomeadamente a formação dos membros de associação em: Associativismo, poupança e contabilidade. Também foram distribuidos materias como catanas, enxadas, 2 motobombas, 2 descascadoras, semente melhorada e adubos.

Para o sucesso das actividades,o responsável do escritório e a animadora do projecto para o sectrio de Bafatá fazem acompanhamento regular para assistir a  associação. Com este seguimento, conseguem conhecer as dificuldades e necessidades dos beneficiários, assim como dotar medidas correctivas atempadas para evitar o estrangulamento  que impede o avanço das actividades.

De salientar que estes perímetros beneficiam não só a população da região de Bafatá, mas sim, o país em geral.

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