Em apoio à campanha agrícola 2009

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A DIVUTEC disponibilizou mais de 100 milhões de Francos cfa para co-financiar cerca de 500 micro-projectos, em apoio a presente campanha agrícola, no leste da Guiné-Bissau, beneficiando cerca de 15 mil agricultores familiares, dos quais 90% são mulheres organizadas em agrupamentos.

Destes micro-projectos, 145 são na região de Bafatá e os restantes na região de Gabú e prevê-se um rendimento superior a 400 milhões de Fcfa em favor dos agricultores familiares locais.

A iniciativa insere-se no âmbito do Programa de Luta Contra a Pobreza que vem sendo implementado pela DIVUTEC desde 2004 no leste do país. A maioria dos micro-projectos outorgados visam apoiar o aumento da produção agrícola (mancara, arroz, batata-doce, mandioca, etc) no seio das comunidades rurais. Foi há 5 anos que a DIVUTEC, em parceria com o Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária-ISU de Portugal, iniciara a implementar este programa de luta contra a pobreza, através de micro-crédito na zona leste do país, concretamente nos sectores da região de Gabú.

Actualmente este Programa conta com o co-financiamento do IPAD, União Europeia e CPLP e está sendo implementado pela ONG-DIVUTEC em parceria com as ONG’s portuguesa ISU e francesa Groupe Développement. O lançamento oficial das acções de atribuição dos créditos para este ano teve lugar no dia 2 de Julho, na vila de Contuboel, e contou com a participação das autoridades administrativas e tradicionais, do Coordenador da DIVUTEC e comunidades beneficiárias e foi presidida pelo administrador do sector, à semelhança de que aconteceu em todos os sectores administrativos das regiões de Bafatá e Gabú.

Na ocasião, o administrador do sector, Queba Baldé agradeceu e elogiou os esforços que a DIVUTEC está a desenvolver em prol do desenvolvimento das comunidades do sector, sobretudo na medida em que visa combater a pobreza e impulsionar o rendimento económico das mesmas. Nesta perspectiva, o administrador do sector exortou aos beneficiários dos fundos de micro-créditos (agrupamentos) no sentido de aplicarem os mesmos aos fins para que são destinados.

Assegurou à DIVUTEC que a sua administração não poupará esforços com vista a recuperação destes créditos, conforme acordado com os agrupamentos e emanados nos protocolos de acordos dos contratos de co-financiamento. O administrador pediu à DIVUTEC para reforçar os apoios às comunidades rurais locais, porque este é o caminho mais adequado de combate à pobreza pois, as ONG’s são as parceiras fundamentais na promoção do desenvolvimento, uma vez conseguem atingir lá onde o Estado não consegue.

Este responsável lembrou por outro lado, que o Estado tem meios limitados para apoiar as comunidades conforme as ONG’s, mas vai ser fiscalizador atento para que este apoio não seja extraviado e será intransigente com os que não vierem a cumprir com os reembolsos dos créditos.

Por seu lado, o régulo da zona, Gran Matcho juntou voz com o administrador, sublinhando que os créditos são mesmo para serem pagos, e advertiu a todos os agrupamentos beneficiários no sentido de respeitar o acordo firmado com a DIVUTEC no quadro deste co-financiamento. Isso para além de que irá ainda ajudar mais as comunidades, permitirá também outras comunidades que não beneficiaram nesta fase a poderem beneficiar. E mais, vai encorajar os doadores e parceiros da DIVUTEC a disponibilizarem mais apoios a favor das comunidades. Falando em nome dos agrupamentos beneficiários, Fatumata Seide manifestou a sua satisfação pelo apoio prestado e garantiu que serão fiéis ao compromisso assumido.

Por seu turno, o Coordenador da DIVUTEC, Demba Baldé que era um homem aparentemente satisfeito, descreveu os objectivos deste co-financiamento que segundo ele, visa apoiar os agricultores familiares a aumentarem as suas produções e garantirem a soberania alimentar, através dos rendimentos que irão obter. Disse que este é um verdadeiro instrumento de luta contra a pobreza na medida em que, vai impulsionar a economia familiar das comunidades, o que irá ter um reflexo positivo na vida familiar, nomeadamente na dieta alimentar, na educação e saúde das crianças, enfim, nos diferentes assuntos familiares e sobretudo, na coesão das comunidades.

Demba Baldé teve a paciência de explicar pormenorizadamente as estratégias da sua organização neste processo de luta contra a pobreza, através de micro-crédito e as etapas percorridas ao longos dos anos em que está a trabalhar neste programa. O coordenador da DIVUTEC falou da importância de cumprimento dos prazos acordos para o reembolso dos créditos e a necessidade de aplicação dos fundos concedidos para as actividades aprovadas. Sublinhou ainda que o projecto dispõe de fundos para atender novas solicitações, sobretudo na vertente da comercialização dos produtos locais como forma de facilitar o escoamento e a comercialização dos mesmos com vista a criar um incentivo ao aumento da produção agrícola. Respondendo os apelos do administrador, Demba Baldé disse que a sua organização está para servir as comunidades, satisfazer as suas necessidades, mas sublinhou que para que isso seja efectivo, é preciso que as comunidades também sejam honestas e cumpridoras do compromisso. Explicou que há possibilidades para alargar o leque das actividades e cobrir mais comunidades, porque os doadores estão dispostos a apoiar este tipo de iniciativas, porque foi provado que é o melhor instrumento de combate à pobreza.

Numa perspectiva mais abrangente, o coordenador da DIVUTEC anunciou outros projectos em curso e em fase de arranque, tudo em favor das comunidades e com a intenção de minimizar os seus sofrimentos e reduzir a pobreza. É o caso do projecto de formação profissional destinado aos jovens e mulheres. Mas, disse que o sucesso das acções depende em parte da colaboração séria e honesta das comunidades, pois a DIVUTEC tem muito a oferecer. À semelhança do Contuboel, a Coordenação da DIVUTEC assistiu um outro acto semelhante no sector de Pirada, onde estiveram presentes as autoridades administrativas e tradicionais, comunidades beneficiárias. Aliás, estas cerimónias decorreram em todos os 11 sectores administrativos das regiões de Bafatá e de Gabú.

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